quinta-feira, 3 de junho de 2010

A prostituição do trabalhador

Ouvindo um rap, sendo que passei a ouvir muitas bandas de rap ultimamente, me deparei com uma letra que me mostrou uma visão que eu não tinha em relação ao trabalho.
É fato que o trabalhador braçal, que soma grande parte da população brasileira e mundial, é bastante explorado, mas a comparação feita pelo 'Aliado G', 'Mano Ed' e 'DJ Viola' foi além, me surpreendeu um pouco e só pude concordar. Eis as estrofes:

"...Entrega seu corpo
A qualquer louco
Em troca de um troco
Não tem nada pra vender,
Nada pra oferecer,
A não ser seu trabalho
É a mesma coisa que acontece ao operário
Que aluga a força de seu corpo..."

Parei pra pensar, pesquisei sobre a prostituição e a exploração do trabalho e percebi algo que tenho certeza ter escutado algum dia: O trabalhador é prostituído! Ele, assim como uma prostituta, "cobra pra satisfazer desejos alheios"*. Ambos buscam (normalmente) apenas uma coisa, dinheiro.Não que com isso o trabalhador seja um mercenário ou de fato uma prostituta. Ele é prostituído pelo sistema capitalista, o grande cafetão da sociedade.


Encerro com outro trecho da música que por si só explica tudo o que quis dizer: "Nenhum dos dois é patrão, não tem acesso aos meios de produção. Então eu chego à conclusão que existem duas formas de prostituição, uma oficial e a outra não."

 * Conceito extraído do Blog de Thiago Vivas - Inspirações e expirações

1 comentários:

Thiago Barbosa Vivas disse...

Está aí a prova de que "somos todos putas"!
Quem nunca ouviu ou falou "hoje trabalhei como uma puta"?
Pois é o que acontece com todos nós (trabalhadores)!
Parabéns pelo texto Jeff!

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